Cultura

Histórico

Em relação à educação, a partir da instalação do Bispado, em 1936, até o final dos anos 60, Senhor do Bonfim passou a configurar-se como um dos mais importantes pólos educacionais da Bahia, e até do nordeste. Anteriormente, o analfabetismo grassava e o ensino vinha se desenrolando sem grandes progressos, e até com ameaças de retrocesso, como ocorreu em 1904, na reforma do governo que teria como resultado a redução do já restrito número de estabelecimentos de ensino primário, de doze para apenas dois. Entretanto, em função da reação do Conselho Municipal, na forma de uma representação feita quatro meses depois, apresentando fortes razões para as escolas serem mantidas, o governo reconsiderou a decisão. Durante as três primeiras décadas deste século, houve iniciativas de particulares no sentido de tentar estabelecer o ensino secundário na cidade, porém nenhuma delas vingou devido à falta de apoio do poder público, tanto municipal quanto estadual. Somente com o advento do bispado e sua grande influência sobre o setor educacional do município – especialmente no que diz respeito ao ensino secundário, normal, ginasial e técnico-comercial – os governos municipal e estadual dispensaram maior atenção à educação. Entre os estabelecimentos então criados, destacam-se o Educandário Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento (Sacramentinas), onde só estudavam meninas, até hoje em funcionamento, e o Ginásio Sagrado Coração (Maristas), somente para meninos, atualmente Colégio Estadual, que funcionavam em regime de externato e internato, este último primordialmente visando o atendimento das necessidades dos alunos provenientes de outras cidades.

Desenvolvimentos Recentes

O município de Senhor do Bonfim contava com sistema educacional composto por 32 escolas estaduais, 103 municipais e 30 particulares, para educação de primeiro e segundo grau, de acordo com o Censo Escolar de 1997. Existiam 4.710 alunos matriculados na pré-escola e na alfabetização, 16.657 no ensino fundamental e 3.386 no ensino médio.Não houve um crescimento elevado do número de matrículas, mas o total de 23.523 em 1996 aproxima-se do número correspondente à população jovem do município, resultando num elevado índice de estudantes matriculados. Aumentou também o número de escolas e de docentes nos últimos dez anos. Apesar da quantidade de vagas, Senhor do Bonfim convive com os mesmos problemas do restante do Estado, referentes à questão qualitativa. Os professores possuem baixo nível de capacitação, com o número de professores apenas com magistério atingindo 68,21% do total. Os índices de evasão e repetência são elevados, a infra-estrutura física é deficiente, carecendo ser recuperada, e sente-se falta de material didático de melhor qualidade. A população da zona rural e dos distritos não é servida de escolas de nível médio, porém o problema é atenuado pela existência de ônibus que fazem trajeto ligando os distritos à sede em horários convenientes aos estudantes. Apesar do número de escolas, o índice de analfabetismo é estarrecedor. De um total de 73.814 pessoas residentes no município em 1991 com idade superior a cinco anos, 31.554 eram analfabetas, ou seja, quase metade da população.O analfabetismo é mais grave na zona rural e nos distritos, atingindo 64% da população em Igara. Em relação ao ensino profissionalizante, a cidade conta com Escola Agrotécnica Federal recém construída e com toda a estrutura necessária, sendo capaz de atender 240 alunos da região. Ainda na área agrícola, o SENAR possui um Centro Regional de Treinamento Rural, também com boa estrutura para capacitar os pequenos agricultores da região em cursos de curta duração. Por fim, vale destacar a presença da Faculdade de Educação de Senhor do Bonfim, uma unidade da UNEB, que disponibiliza cursos de Licenciatura em Ciências com habilitação em matemática e biologia, pedagogia das disciplinas pedagógicas do segundo grau. Os alunos totalizam 460, sendo provindos de nove diferentes cidades da região. Apesar da importância para a capacitação dos professores para educação básica, a cidade ressente-se da inexistência de outros cursos superiores em áreas específicas que ajudariam a reafirmar sua condição de centro regional e a suprir carências imediatas.

Cultura Geral em Senhor do Bonfim

Em Senhor do Bonfim, da mesma forma que no país em geral, a cultura local é formada basicamente por uma mescla das culturas indígena, européia e negra. A influência dos índios pode ser mais facilmente observada em Missão do Saí, onde as fisionomias das pessoas são marcadas pelos traços indígenas. Porém, apesar da dizimação dos índios, em todo o município sua cultura continua a se manifestar em hábitos alimentares (como nas comidas feitas de milho) e em diversas palavras de origem tupi-guarani. A cultura européia sempre foi considerada a mais nobre, preponderante entre a elite bonfinense, traduzindo-se principalmente em manifestações literárias, teatrais e musicais. Por fim, o traço da cultura negra no bonfinense é forte, podendo ser observado na cor da pele, no jeito de falar e gesticular, na sua culinária, entre outros. No censo de 1940, por exemplo, Bonfim foi destacado como um dos municípios de maior população negra do interior da Bahia.

De origem indígena, posteriormente mesclada à cultura dos boiadeiros e mercadores, a “calumbi” ou “banda de pífanos” é um conjunto de quatro a seis pessoas que tocam flauta de taboca (pífano), zabumba e bumbo. É uma das primeiras formas de manifestação musical do município, permanecendo viva até os dias de hoje, apesar de correr sério risco de extinção, em função da ausência de renovação dos seus músicos, quer por falta de incentivo, quer por falta de interesse das novas gerações. Antes do aparecimento das filarmônicas, as bandas de pífanos animavam as festas religiosas, novenas e folguedos, porém a cultura européia foi ganhando espaço e cada vez mais os calumbis foram sendo impelidos para a periferia da cidade, estando hoje praticamente restritos ao campo. Contudo, seu reconhecimento popular como uma tradição da terra, faz com que, em festas como o São João, os calumbis sejam convidados a se apresentarem em praça pública.

Ligadas à tradição européia, as letras sempre foram uma das manifestações culturais mais difundidas em Senhor do Bonfim, mesmo quando a situação do ensino era extremamente precária. O movimento intelectual em Bonfim pode ser dividido em três fases: na primeira, de 1835 a 1895, os abolicionistas e precursores da república se utilizavam da oratória como forma de expressão, mesmo porque ainda não tinham acesso à imprensa escrita; na segunda, de 1898 a 1910, jovens precursores do jornalismo editaram vários jornais de vida efêmera, ao tempo em que mantinham polêmicas literárias acompanhadas pelo público; na terceira fase, de 1912 a 1942, um grupo de homens dedicados às letras, incluindo tribunos, jornalistas, poetas e literatos, congregava-se em torno do jornal “Correio de Bonfim” – o maior jornal, em formato e conceito, e o mais duradouro.

Além da literatura, a música, a poesia, o teatro e as artes em geral eram levados muito a sério. Aconteciam saraus, jornadas culturais, concursos de poesia, apresentações das filarmônicas, shows de calouros nas rádios e outras manifestações culturais, geralmente no Cine-Teatro São José, o palco cultural da cidade, inaugurado em 1927, ou no Salão Paroquial (onde hoje funciona o Banco Bradesco). A divulgação de vários destes eventos se dava através da colocação de cartazes com fotos dos espetáculos em cavaletes nas ruas movimentadas, como o Beco do Bazar, e o resultado se refletia em um público muito bom. Em 1888, a Filarmônica União Ceciliana foi fundada por iniciativa de um grupo de amantes da música. Foi a primeira banda musical bonfinense, transformada na Filarmônica União e Recreio em 1895, com a entrada de novos membros para o grupo inicial. Em 1897 foi fundada a Filarmônica 25 de Janeiro, tornando-se naturalmente rival da União e Recreio. Cada uma das filarmônicas teve incentivo e colaboração de uma orquestra feminina: a partir de 1916, a Lira da União passou a incentivar a Filarmônica União e Recreio, e as Filhas da Musa, a Filarmônica 25 de Janeiro. Ambas as filarmônicas evoluíram no sentido de tornarem-se clubes sociais, porém mantendo suas tradições musicais e sua rivalidade: os freqüentadores de um dos clubes não freqüentariam, e nem poderiam frequentar, o seu rival. Isto apesar de um e outro serem formados por representantes da elite bonfinense. Para as diferentes classes sociais, havia outros clubes nesta época, cujos membros também não se misturavam. Assim, a classe média se reunia no Clube dos Artistas e a classe baixa freqüentava o Clube dos Ferroviários, numa casa particular no bairro da Gamboa. Representantes da elite de hoje que fizeram parte dos clubes União e Recreio ou 25 de Janeiro identificam a decadência dos clubes com a abertura dos mesmos a outras classes, com a substituição do valor status pelo valor dinheiro, e a colocação de novatos na sua direção. Atualmente existe o Campo Clube, porém o mesmo é considerado “muito misturado” por esta mesma elite.

Ainda em relação à influência européia, as Sacramentinas e os Maristas foram colégios que tiveram grande importância para a vida cultural de Bonfim, ao ensinarem latim, francês, desenho, pintura, piano e violino, entre outras disciplinas, sendo amplamente reconhecidos como reveladores de talentos do município. Estes colégios deixaram por um tempo de investir no lado cultural, porém atualmente estão demonstrando maior preocupação com a cultura. Observa-se um movimento dos colégios em geral, tanto públicos quanto particulares, no sentido de reverter a situação de falta de incentivo à cultura. O Sagrado Coração, mais conhecido como Casinha Feliz, tem incentivado bastante a literatura e o teatro; o Rômulo Galvão promoveu a realização e exposição de um painel que representa a expressão cultural dos alunos; o Teixeira de Freitas cedeu espaço em 1998 para a realização de uma mostra de cultura, chamada 1a Expoart, que foi um sucesso de público. Inclusive, a partir desta exposição, foi feito um projeto para que as pinturas dos alunos fossem transformadas em painéis no muro da Estação da Leste. O departamento de cultura foi responsável pela realização do projeto e hoje o painel pode ser visto no local. Porém o projeto está incompleto, faltando a iluminação, os bancos e a arborização.

A influência cultural negra está presente de forma bastante acentuada no distrito de Tijuaçu, que se localiza a 23 quilômetros do centro de Senhor do Bonfim, às margens da Rodovia Lomanto Júnior, em direção a Salvador. A comunidade deste distrito é formada por remanescentes de escravos oriundos das minas de ouro de Jacobina há mais de 100 anos. A sua principal manifestação cultural, denominada “samba de lata”, é absolutamente singular, não sendo encontrado em nenhuma outra região do país um tipo de samba que se confunda com o samba de lata. Sua origem tem ligação com os momentos em que os habitantes de Tijuaçu iam buscar água em lagos ou açudes, cantando e batendo em latas. Nas apresentações do samba de lata, um grupo de pessoas em círculo batem em uma lata de querosene (hoje eles também incluem um pandeiro), tirando versos que falam basicamente do transporte dos escravos nos navios negreiros.O samba de lata desempenha um importante papel na afirmação da identidade cultural da população de Tijuaçu. Ocupa um lugar de destaque nas manifestações culturais de Bonfim, sendo muito apreciado pela população do município e também da região. A partir do início da década de 70, foi incluído na programação do São João, com apresentação em praça pública no dia 23 de junho, tornando-se também uma atração para os turistas. Além disso, é apresentado ainda em alguns eventos da universidade e de escolas públicas, e em Salvador e outras cidades vizinhas.

O São João é a maior festa de Senhor do Bonfim, onde se tem uma boa amostra da cultura local. A comemoração do São João perpassa as comemorações do Santo Antônio, dia 13 de junho, e do São Pedro, dia 29 e assim todo o mês de junho é marcado pelas festas. Aproximadamente durante os primeiros dezesseis dias do mês, acontece o “Forró Grito”, uma iniciativa da Rádio Caraíba na qual os bonfinenses fazem festas cada dia em uma rua diferente. Paralelamente a isso, as pessoas que têm ou tiveram familiares chamados Antônio comemoram o Santo Antônio, rezando a trezena em suas casas e fazendo uma fogueira na porta no dia 13. Quando acaba o “Forró Grito”, começa a programação oficial do São João, com a armação do “Arraiá da Tapera” – denominação alusiva à influência indígena – na Praça Nova do Congresso. No palco, acontecem apresentações de cantores e bandas de forró, das bandas de pífano, de quadrilhas e do samba de lata . Em outros locais da cidade acontecem a guerra de espada, a fogueira do prefeito, a corrida de argolinha, a pega de boi e até outras programações que fogem da tradição mas terminam incluídas no São João, como o concurso de xadrez. O desfile de carroças, com o casamento matuto ao final no palco oficial, também é uma tradição preservada. Os balões eram muito comuns, considerados uma das mais belas tradições do São João, porém tiveram que ser abolidos devido aos riscos de incêndios. Fechando as comemorações do mês de junho, vêm as comemorações do São Pedro. As pessoas que têm ou tiveram algum Pedro na família fazem a fogueira de São Pedro. São armadas também as fogueiras das viúvas e as das moças, com uma fogueira tradicional na Rua Rio Branco, acompanhada pela Rádio Caraíba. O São João tradicional caracterizava-se pelas rodas e pelas festas nas casas, manifestações ligadas à sua comemoração nas ruas dos bairros, antes da centralização da festa na praça. Ambos ainda existem, porém não são tão valorizados como no passado. As rodas de maior destaque são formadas em bairros populares, como o Alto da Maravilha, o Pernambuquinho e a Gamboa. No São João de casa em casa, as pessoas saem em grupos pequenos ou grandes pelas ruas da cidade, sendo recebidos em todas as casas que chegam com licor, comidas típicas, e forró.

O calendário de festas populares de Senhor do Bonfim é composto ainda pelo dia 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, uma data muito comemorada com o tradicional caruru, os presentes, pipoca, balas e pirulitos dados às crianças e os fogos de artifício. São Benedito, santo negro considerado o padroeiro de Tijuaçu, também é festejado pela população do município nesse distrito no dia 1º de novembro, apesar do dia oficial do santo ser 5 de outubro. Esta festa é originária de Jacobina, sendo comemorada também em Bananeira dos Pretos, outro distrito de população negra. A festa tem uma parte religiosa, com a realização de uma novena na Igreja de São Benedito, no centro de Tijuaçu, e outra profana, que acontece na praça e é de responsabilidade da prefeitura municipal. No último dia, acontecem vários batizados e uma procissão. A festa de Senhor do Bonfim, padroeiro da cidade, era uma festa muito grande, que atraía turistas de outras regiões. Continua acontecendo no mês de janeiro, como em Salvador, porém não tem mais a mesma força do passado.

Conclui-se de tudo isso que Senhor do Bonfim tem uma história e uma cultura muito ricas. Apesar disso, seus moradores identificam um declínio cultural na sua história recente, que relacionam com a falta de consciência das administrações municipais em preservar o patrimônio histórico e cultural e incentivar a cultura. Muitas construções foram sendo destruídas ao longo dos anos, como, por exemplo, o prédio no qual funcionava a Fundação Fernando Jatobá, onde costumava haver uma biblioteca enorme, e o prédio onde funcionava o Cine-Teatro São José. Todo o centro da cidade, onde hoje são vistos prédios modernos, era formado por casas muito antigas, do século XVIII. Alguns monumentos históricos encontrados ainda na cidade são mal conservados, não sendo atribuído aos mesmos o seu real valor. O chafariz da praça Alexandre Góes é um exemplo disso: está completando 107 anos em 1999, porém encontra-se tão rodeado de mato que o seu acesso é extremamente difícil. O Cruzeiro localizado na praça Dr. José Gonçalves é outro exemplo, pois encontra-se pichado e sua base eventualmente serve de local para repouso de pessoas que ali se deitam. Situação semelhante apresenta o próprio casarão onde funciona o bispado, e onde anteriormente Rui Barbosa esteve hospedado. Tal quadro é abrandado apenas pela existência de algumas outras construções de grande importância que encontram-se em melhor estado de conservação, como é o caso do casarão no centro da cidade datado de 1899, onde funciona o restaurante Casa Grande Show. No caso da Prefeitura, o prédio já passou por duas reformas. Quanto à Igreja, a mesma foi reformada em 1975.

Quanto ao incentivo à cultura, sua diminuição fez com que muitos artistas desistissem da sua arte, por não conseguirem sobreviver dela. O desenvolvimento da cultura por amor foi acabando, ao tempo em que a profissionalização foi tomando o lugar do amadorismo nas artes. Tentando minorar este problema, as escolas e a Universidade do Estado da Bahia têm oferecido apoio cultural no sentido de promover oficinas de arte, criar espaços de exposição das diversas formas de arte e revelar novos talentos. Em 98, teve-se uma amostra de que é possível fazer florescer o teatro bonfinense, com a interação entre poder público, grupos de teatro e escolas. Partindo de uma oficina freqüentada por vinte estudantes de ginásio e 2º grau de quase todos os colégios de Bonfim, foi montado um espetáculo intitulado “Chuva Poética: Coisas do Beco e do Mundo Vão”, que conseguiu o feito de lotar o Centro Cultural , com capacidade para 360 pessoas. Foram pesquisados poetas bonfinenses de todo o século e, a partir da compilação de suas poesias, e também de músicas, J.C. – dramaturgo, ator e diretor de teatro – montou um texto sobre a história de Bonfim. Além do teatro, um outro setor cultural que tem evoluído recentemente é o musical. Nos últimos cinco anos, com o apoio das emissoras de rádio da região , houve um estímulo para as pessoas ligadas à música buscarem gravar e se profissionalizar. A Rádio Caraíba, por exemplo, mantém um programa na época de São João exclusivo para os artistas bonfinenses. Dessa forma, grupos, que estavam ocultos por falta de incentivo cultural, passam a se expor e revelar seus trabalhos.

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